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Apadrinhamento afetivo: o amor ampliado para outras crianças

O apadrinhamento é ideal para quem quer ajudar de alguma forma

Redação Curitiba Altruísta

Está sobrando amor e disposição em sua família? Que tal ajudar solidariamente se tornando dinda ou dindo de um jovem? Com o projeto de apadrinhamento afetivo isso é possível! O objetivo da proposta é oferecer a oportunidade para que crianças e adolescentes tenham um referencial de família, além daquele vivenciado dentro dos muros das instituições. Um norte posterior ao desacolhimento institucional, assim como, convivência familiar e comunitária.

Segundo a Psicóloga Rafaella Inda, o apadrinhamento é importante para ampliar o convívio social e construir relações de laços afetivos significativos para as crianças abrigadas. Isso porque os abrigos, por serem instituições e possuírem alguns funcionamentos necessários (normas, regras, horários, funcionários, rotina coletiva e massificada), podem acabar sendo ambientes empobrecidos para a construção da identidade e desenvolvimento subjetivo.

“Os laços afetivos são de extrema importância para a constituição da vida saudável. É necessário essa vivência para que a criança se transforme em um adulto confiante e que saiba entender, respeitar e se colocar no lugar do outro. A vinculação afetiva é componente imprescindível na vida do indivíduo, visto que é a partir disso que o ser humano relaciona-se com o outro. Além disso, na vivência com o padrinho afetivo, cria-se uma relação íntima que permite e constrói acolhimentos, diálogos, conselhos e aspectos educacionais”, explica Rafaella.

O apadrinhamento pode trazer vários benefícios para as crianças institucionalizadas (Foto: Curitiba Altruísta)

Ser padrinho ou madrinha de alguém é um compromisso de responsabilidade, ou seja, é indispensável o desejo de auxiliar e acompanhar a vida de uma criança ou adolescente. Dentro dessa perspectiva, o Curitiba Altruísta foi atrás de alguns projetos em Curitiba que tem como intuito ajudar tanto as crianças como seus padrinhos nesse processo. Alguns deles são o Projeto Dindo, o Grupo de Apoio Adoção Consciente e o Projeto Recriar.

Adriana Milczevsky, presidente do Grupo de Apoio Adoção Consciente, explica que o apadrinhamento afetivo não tem como intenção a adoção e que tal iniciativa não implica em nenhum vínculo jurídico. “Normalmente o apadrinhamento acontece com as crianças acima de 10 anos. Então esse padrinho precisa estar consciente da sua importância na vida desse jovem que nunca teve ninguém por ele. É importante deixar claro que as famílias de apadrinhamento não possuem perfil para a adoção, pois quem quer adotar procura um filho e a família de apadrinhamento quer ser solidária. O apadrinhamento não tem como base a adoção”, comenta.

Maria Aparecida de Lima Filho, Assistente Social e integrante do Projeto Dindo, explica algumas etapas e direitos do apadrinhamento. Segundo ela, cada padrinho ou madrinha tem a liberdade de escolher lugares, ocasiões e demais atividades para realizar com o afilhado ou afilhada, participando efetivamente da vida da criança ou adolescente. Todos os envolvidos participam de oficinas de esclarecimentos e direcionamentos e os pretendentes recebem o acompanhamento de uma equipe técnica durante todo o processo, para que assim sejam construídos e estreitados os laços entre ambos.

Para saber mais informações sobre o projeto clique aqui.