Cultura e Educação
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Projeto promove melhoria na educação e inclusão digital na comunidade

O Kalahari existe há 10 anos e atua há quatro oferecendo aulas gratuitas na região da CIC

Redação Curitiba Altruísta

No fim de 2016, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (em inglês, Pisa) divulgou que o Brasil ocupa a preocupante 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e a 66ª colocação em matemática, na prova promovida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 70 países.

Diante da qualidade educacional brasileira, por todo o país ONGs e Institutos dedicam-se a buscar uma forma de incrementar o aprendizado de crianças e adolescentes, a fim aprimorar os conhecimentos aprendidos na escola. Assim é a atuação do Projeto Kalahari, uma organização que promove aulas em contraturno para as crianças da região do Sabará, São Miguel e Cidade Industrial de Curitiba, na capital paranaense.

A coordenadora social do projeto, Semia Majzoub, conta que no projeto são oferecidas aulas de violão, informática, inglês e reforço escolar com aulas de língua portuguesa/literatura, história, matemática, química e física para toda a comunidade. “No ano passado nós estávamos dando aulas para quem iria prestar vestibular, mas vimos que eles muitas vezes não sabiam o básico da matemática, da língua portuguesa, e achamos que eles ficavam muito aéreos durante as aulas. Assim, este ano, optamos por dar o reforço escolar”, conta.

Aulas de violão são ofertadas as terças e quintas (Foto: Curitiba Altruísta)

Para a psicopedagoga Joyce Mendes, o contraturno apresenta benefícios no aspecto da funcionalidade para o ensino, pois de certa forma o deixa mais lúdico, e no auxílio da socialização dos seus participantes. “Muitas vezes os contraturnos são oferecidos com crianças que não têm a mesma média de idade, então ajuda na convivência e no compartilhamento de ideias. Além da tranquilidade dos pais, que sabem que a criança está em um local seguro e tendo acesso a uma condição de ensino superior pelo desenvolvimento das atividades diferenciadas”, explica.

Os pais também participam do Projeto Kalahari, que aproveita para incluí-los no meio digital. “Eu recebo pais de alunos ou pessoas próximas que querem aprender a usar o computador ou o smartphone”, relata Semia. “Eu as envolvo no projeto, para ajudar a organizar eventos, a limpar o nosso espaço, assim elas retribuem o projeto que participam”, completa.

O principal objetivo do projeto é “ensinar a buscar seus objetivos”. “Há alguns anos chegamos a fazer doações de roupas, por exemplo, mas vimos que é melhor ensinar um caminho para conquistar o seu espaço na sociedade. Qual meio melhor do que a educação para isso? Além disso, em contato com a comunidade, eu aprendi que eles não precisam de bens materiais, precisam de amor, serem ouvidos, conversar e de atenção”, diz Semia.

O Kalahari hoje não possui apoio governamental para continuar o seu trabalho. Para arrecadar fundos e pagar as despesas são realizados eventos como bazares, além do auxílio das famílias participantes que conseguem contribuir com algum valor, apoio de parceiros e o programa Adote um Aluno, do qual cada voluntário faz uma contribuição de R$ 50,00 mensais para ajudar a manter a iniciativa.

O Projeto Kalahari conta atualmente com mais de 200 voluntários e parceiros, e você pode ser mais um. Para saber como clique aqui.

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